Classe social e escolaridade ainda são grandes barreiras para acesso à internet no Brasil

Crescimento do uso de smartphones também está relacionado ao uso da web

(FOTO: GOOGLE)
Em 2013, o país passou dos 100 milhões de internautas, porém as disparidades econômicas e escolares entre os que acessam a rede ainda são muito grandes. De acordo com a pesquisa, no fator Classe Social, 81,5% da classe A e B afirmam ter acesso à internet; na classe C, 53%; e, na classe D e E, 18%.Dados levantados pela pesquisa F/Radar – estudo realizado pela agência publicitária F/Nazca Saatchi & Saatchi junto com o Instituto Datafolha – apontam que os fatores de classe social e Escolaridade ainda são os maiores dificultadores de entrada das pessoas na internet no Brasil.
Já no quesito escolaridade, os números seguem a mesma lógica. Quanto maior o grau de instrução, mais fácil a entrada na web. 91,5% dos entrevistados que possuem nível superior têm acesso; Do nível médio 76%; e, do nível fundamental 25%. 
*Critério Brasil. Base: amostra ponderada: A/B - 647 entrevistas / C - 1209 entrevistas / D/E - 507 entrevistas / Superior - 289 entrevistas / Médio - 922 entrevistas / fundamental - 1151 entrevistas. (Fonte: Pesquisa F/Radar)
Outro dado importante mostra que, do total de acessos, praticamente metade são realizados por smartphones e outros dispositivos móveis. 41 milhões de brasileiros acessaram a internet pelo celular no último ano.
“Observamos que a entrada na web está ligada ao aumento no uso e compra de celulares. Apenas no primeiro trimestre de 2013, foram vendidos cerca de 8,3 milhões aparelhos, um crescimento de 110% em relação ao mesmo período do ano anterior”, comenta do diretor da Rede Cidade Digital, José Marinho.
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Investimentos na área
Apesar do constante crescimento do uso da web no país, os números reforçam a necessidade de mais investimento no setor para as classes mais baixas. A pesquisa reforça a declaração da secretária nacional de Inclusão Digital, Lygia Pupatto, durante o I Congresso Paranaense de Cidades Digitais, realizado em novembro de 2013, em Curitiba. De acordo com a secretária, a “exclusão digital segue a mesma linha da exclusão social”. Dado o fato, o Governo Federal, que desenvolveu um programa de Cidades Digitais para municípios de até 50 mil habitantes, selecionou nos últimos dois anos, 342 cidades para o desenvolvimento de infraestrutura de redes e promoção de investimentos no setor digital junto às prefeituras, e espera que a iniciativa leve a conexão para os que ainda não possuem acesso.
Dentro do quesito de venda de smartphones, também em 2013, o Governo decretou alíquota zero de PIS/Cofins  para aparelhos abaixo de R$1.500 e que são produzidos no Brasil. Para receber a isenção fiscal, também é um requisito que esses celulares tenham aplicativos desenvolvidos em território nacional.  Com isso, houve uma redução de até 30% no preço dos dispositivos.
Além de aumentar as vendas, o Ministério das Comunicações propõem com a medida, o crescimento do acesso à internet e da própria indústria tecnológica do país no setor de apps. 
 Fontes: F/Radar; Gizmodo; UOL; Cidades Digitais