Feira Verde é destaque em Brasília

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Um dos maiores programas sociais de Ponta Grossa, o Feira Verde, foi destaque em um informe divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, na última semana, como exemplo de eficiência em política pública de segurança alimentar e nutricional (*in box). A participação de Ponta Grossa como município convidado na reunião da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), que reuniu mais de 50 cidades na capital federal, no início de fevereiro, deu ampla visibilidade ao Feira Verde.
Entre os convidados, o secretário Municipal de Abastecimento de Ponta Grossa, Sérgio Zadorosny Filho, apresentou os benefícios do programa aos demais participantes. “A reunião da Caisan é um excelente instrumento de elaboração e planejamento de estratégias de combate à fome e a desnutrição em nível nacional. Com a ampla divulgação do Feira Verde no Brasil, o programa poderá ser multiplicado por diversas cidades e passará a atender um volume maior de pessoas em situação de vulnerabilidade social”, comemora Zadorosny.
Além disso, a adesão ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) foi um dos principais assuntos discutidos na reunião em Brasília. O Sisan é um sistema público e intersetorial que envolve diversas áreas, desde a produção de alimentos à distribuição, além de organizar a gestão e ampliar a oferta de alimentos. De acordo com a diretora de Gestão do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Michele Lessa, com exceção de Mato Grosso, que está em processo de adesão, todos os Estados e mais 12 municípios já aderiram ao Sisan. “A adesão é importante porque organiza a gestão dos programas e ações. Com isso, gestores também poderão acessar editais do governo federal e fortalecer as compras públicas em outros setores”, explica Lessa. Segundo o MDS, os Estados que aderiram ao Sisan têm até dezembro deste ano para elaborar o plano estadual de Segurança Alimentar e Nutricional.
A participação da reunião em Brasília faz parte das estratégias do governo municipal para incrementar e ajustar a Lei de Segurança Alimentar de Ponta Grossa. A intenção é, conforme Zadorosny, criar o quanto antes a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar do Município (Caisan municipal), integrando diversas Secretarias Municipais em prol do mesmo objetivo e em consonância com o Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Desde o início da gestão Marcelo Rangel, o município trabalha reunindo lideranças para planejar, elaborar e aprovar o decreto que irá regulamentar a Lei de Segurança Alimentar de Ponta Grossa. Nos próximos dias, a Secretaria Municipal de Abastecimento irá encaminhar ao prefeito Marcelo Rangel o Decreto com as devidas alterações. “Este será o mais importante passo para consolidarmos a Lei 11.646/2014 e avançarmos nas políticas de segurança alimentar e nutricional do município. Na prática, isso significa o fortalecimento de programas como o Feira Verde, a elaboração de mais projetos sincronizados de combate à fome e a desnutrição e mais saúde preventiva para a população”, completa Zadorosny.


Feira Verde garante alimento à população vulnerável e 
renda a agricultores familiares e catadores de recicláveis
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Em Ponta Grossa, no Paraná, o programa municipal Feira Verde troca materiais recicláveis por frutas, legumes e verduras provenientes da agricultura familiar. A iniciativa beneficia cerca de 12 mil famílias em três importantes grupos sociais: famílias de baixa renda e vulneráveis, que fazem a troca e levam para casa alimentos saudáveis e adequados; famílias de agricultores rurais, que garantem a venda de sua produção para o governo municipal; e também famílias de catadores, que garantem o sustento por meio dos materiais recicláveis e reutilizáveis arrecadados.
A feira está instalada em 130 pontos de troca, na zona rural e urbana de Ponta Grossa, e é essencial no combate à insegurança alimentar e nutricional, na promoção da saúde preventiva e geração de renda no município. “Os pontos são instalados em áreas periféricas e de maior vulnerabilidade social, para levar a soberania alimentar para aquela população que mais necessita”, explicou o secretário de Abastecimento do Município, Sérgio Zadorosny Filho.
Na Feira Verde, cada 3 quilos de material reciclável são trocados por 1 quilo de alimento. São 17 itens da agricultura familiar. “Está previsto para os próximos dias, a inclusão também de leite, ovos e mel, de maneira sazonal”, anunciou o secretário.
“O programa começou pequeno e alcançou grandes proporções. São mais de 12 mil famílias por mês beneficiadas, nas três pontas. São 126 agricultores familiares entregando seus produtos, 5 associações de catadores de materiais recicláveis recebendo a matéria-prima, e toda uma população que acessa os alimentos”, finalizou Zadorosny Filho.

Fonte: Assessoria de comunicação SMAB / Caisan Nacional.