29 de novembro de 2015

Campanha Sanepar: “Rede de esgoto não é lixeira”

Campanha educativa da Sanepar alerta para o uso correto da rede coletora
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está orientando a população sobre o uso correto do sistema de esgoto. As dicas, divulgadas em rádios de todo Estado, chamam a atenção das pessoas para que não joguem lixo no vaso sanitário, não direcionem água de chuva para a rede de esgoto e para que não descartem o óleo de cozinha nos ralos da pia ou do tanque.

O objetivo da campanha educativa é informar que o mau uso do sistema de esgoto causa prejuízos aos próprios moradores, pois o problema começa dentro de casa. “As tubulações de esgoto de casas e prédios têm, no máximo, 10 centímetros de diâmetro. Se o morador descarta lixo no vaso sanitário como papel higiênico, fraldas, cabelo, preservativo ou absorvente, o encanamento pode entupir. O serviço para consertar a tubulação é caro e o prejuízo é certo”, alerta o gerente da Sanepar em Curitiba e Região Metropolitana, Celso Thomaz.

Mas não são apenas os resíduos sólidos que vão parar nas redes de esgoto. Água de chuva e óleo de cozinha são outros grandes causadores de problemas. Segundo o professor do departamento de hidráulica e saneamento da Universidade Federal do Paraná, Miguel Aisse Mansur, o sistema de esgoto implantado no Brasil, e em outros países como Estados Unidos, é dimensionado para que somente as águas utilizadas na pia, no tanque, no ralo do banheiro e no vaso sanitário sejam recebidas pelo sistema de esgoto.

“No Brasil não é permitido misturar a água de chuva com o esgoto doméstico. Cada uma dessas águas residuárias tem sua própria rede, ou seja, a galeria pluvial ou a rede coletora. Se destinarmos água de chuva para a rede coletora, prejudicamos a operação. Se ligarmos a rede de esgoto de nossas casas na galeria pluvial, cometemos crime ambiental”, alerta Mansur.

O engenheiro Murilo Bertolino explica que a galeria pluvial é de responsabilidade da Prefeitura. Normalmente são tubos de maior porte, em cimento, com no mínimo 40 centímetros de diâmetro, e as tubulações de esgoto, na rua, têm 15 centímetros. A rede coletora é instalada e operada pela Sanepar e não é feita para receber água de chuva. “No entanto, quando chove, devido a ligações irregulares, o volume que chega a rede coletora pode ser até três vezes maior do que a capacidade. Por isso há extravasamento, a rede não dá conta”, enfatiza ele.

Somente em Curitiba, existem cerca de 13.300 residências que ligaram inadequadamente a água da chuva ao sistema de esgoto. Esse número foi identificado nas vistorias realizadas em 438.501 residências. Os problemas causados por estes imóveis, além do extravasamento de esgoto pelos poços de visitas (tampões redondos que são instalados pela Sanepar nas ruas e calçadas), é o refluxo de esgoto para dentro das casas. Os donos das 13.300 já foram orientados sobre as providências que devem tomar e podem ser multados.

O último e não menos importante vilão, é o óleo de cozinha. Junto com outros materiais como panos, plásticos e cabelos, formam uma crosta que entope a tubulação. Por isso, o óleo deve ser separado e destinado para instituições ou pessoas que o utilizem como matéria-prima para fazer sabão e detergente. Cada imóvel também deve ter sua caixa de gordura, que precisa de manutenção e limpeza periódicas para evitar transtornos.

EDUCAÇÃO - “Quando recebemos a chave de uma casa, vamos ver onde está a caixa de energia e o registro de água. Ninguém se interessa em saber para onde vai o esgoto. Devíamos mudar isso. O esgoto é tão importante quanto os outros serviços. O principal desafio é avançar na educação, na consciência ambiental que passa por nos preocuparmos para onde vão todos os resíduos que geramos”, destaca o professor Mansur.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Sanepar

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