TODOS CONTRA A DENGUE: Força tarefa para coletar pneus em barracão de PG

Foto: Divulgação
Na tarde de ontem (9), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) realizou uma força tarefa com o departamento de Zoonoses, Vigilância Sanitária, Alvará, Polícia Ambiental, Exército Brasileiro e Bombeiros para o recolhimento de pneus, que estavam em lugar inadequado, e o fechamento do estabelecimento que funcionava de modo irregular na região do Sabará.

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Cerca de 3 mil pneus foram recolhidos. O proprietário foi notificado inúmeras vezes pelo departamento de Zoonoses e pela SMMA, mas não houve interesse em regularizar o barracão. “Chegamos a disponibilizar um funcionário para acompanhar todo o processo de regularização, mas o proprietário não demonstrou interesse em solucionar o problema”, comenta a diretora da Secretaria de Meio Ambiente, Patrícia Hilgemberg.
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A situação era antiga e com uma série de problemas. Além de não estar em local fechado e zona apropriada, o estabelecimento não tem licenciamento ambiental e virou um criadouro do mosquito Aedes aegypti. Uma moradora, que não quis se identificar, presenciou o descaso do proprietário com a comunidade. “Inúmeras vezes os pneus eram depositados na calçada e na rua. Chegou a atrapalhar o transito, o ônibus não conseguia passar, e os pedestres tinham que andar pela rua, correndo risco. Teve uma calçada que quebrou com tanto pneu deixado”, disse.
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Durante a ação, a equipe da Zoonoses voltou a vistoriar o local e encontrou larvas e mosquitos. “Eles armazenavam pneus da região e de outras cidades, aumentando o risco de importar um mosquito contaminado. Assim que o recolhimento do material for encerrado, faremos uma pulverização no local e entorno”, comenta o coordenador do departamento de Zoonoses, Leandro Inglês.

Todo o material recolhido será encaminhado para a empresa que faz a coleta de pneus e a mesma dará o destino correto.  O proprietário não estava no local, mas a Polícia Ambiental abrirá inquérito. “Ele será indiciado por crime ambiental e poderá ser condenado a 1 a 4 anos de prisão, respondendo por poluição de qualquer natureza”, diz o Cabo Neto da Polícia Ambiental.